Home / Geral / Energia economizada no Museu do Amanhã é suficiente para abastecer 450 residências

Energia economizada no Museu do Amanhã é suficiente para abastecer 450 residências

O Museu do Amanhã tem arquitetura sustentável que dialoga com seu conteúdo. Assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o projeto é voltado para o melhor aproveitamento de recursos naturais da região. A tecnologia empregada na captação da energia solar e o uso das águas geladas do fundo da Baía de Guanabara no sistema de ar condicionado estão entre seus diferenciais. São utilizados 400.000 litros/hora de água – se o Museu do Amanhã operar 24hrs/dia, ele terá aproximadamente 10 milhões de litros/dia passando por seus sistemas, tanto de ar condicionado quanto de troca de água dos espelhos d’água. Suas aletas fotovoltaicas – as hastes do telhado do Museu cobertas por painéis de captação de energia solar – captam aproximadamente 185 quilowatts/hora, o que representa uma possibilidade de abastecer mensalmente 450 residências.

A água da Baía é captada pelo museu com duas finalidades: para abastecer os espelhos d’água e para o sistema de refrigeração, onde é utilizada na troca de calor. Depois de passar por filtragem de sólidos e usada na climatização do Museu, é devolvida ao mar. O uso racional da água também se dá no tratamento e na reutilização das águas de pias, lavatórios, chuveiros e chuvas, além do volume proveniente da desumidificação do ar (o “pinga-pinga” do ar condicionado) – que sozinho pode render até 4 mil litros de água ao dia.

Parte da energia utilizada no edifício é gerada pela captação de energia solar: as grandes estruturas de aço instaladas em sua cobertura móvel servem de base para placas fotovoltaicas e, ao longo do dia, se movimentam como asas para acompanhar o posicionamento do sol. O projeto também prioriza a entrada de luz natural. Já o projeto de paisagismo, assinado pelo escritório Burle Marx, traz espécies nativas, que necessitam de pouca rega, ressaltando a vegetação típica da região costeira da cidade – são mais de 5.500 metros quadrados de área de jardins.

Gestão de resíduos durante a obra

Medidas voltadas para sustentabilidade ambiental foram adotadas desde o início da construção do museu, com a redução e correta destinação de resíduos para reciclagem – sobras das estacas das fundações, por exemplo, foram utilizadas na construção dos barracões usados na obra. Foram poupadas toneladas de aço com essa ação. A seleção de materiais também seguiu critérios ambientais, dando preferência a materiais com componentes reciclados, baixa toxidade, alta durabilidade e produzidos próximos ao local da obra, além da utilização de madeira certificada FSC.

 

Fonte: Museu do Amanhã

Veja Também

Energia eólica ajuda família real britânica a obter renda recorde

Resultado foi obtido graças a escolha da Rainha Elizabeth II, que quis instalar usinas eólicas …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.