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Honda busca diversificação da matriz energética

Parque eólico em Xangri-Lá faz parte do esforço de reduzir emissões de CO2.

O grupo Honda apostou na diversificação da matriz energética em resposta à meta definida pela própria empresa de reduzir em 30%, até 2020, as emissões de CO2 de seus automóveis, motocicletas, produtos de força e também de seus processos produtivos em todo o mundo, tendo como base as medições do ano 2000. “Em uma iniciativa inédita na companhia e no setor automotivo nacional, a filial brasileira propôs a criação de um parque eólico e, já em 2015, conseguiu reduzir mais de 50% das emissões”, enfatiza o presidente da Honda Energy do Brasil, Carlos Eigi.

Os investimentos necessários para concretizar o complexo, que opera no município de Xangri-Lá, giraram em torno de R$ 100 milhões. Até o momento, o parque eólico já registrou a geração de mais de 170 mil MWh de energia elétrica. Com esse resultado, mais de 14 mil toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas no meio ambiente. O empreendimento conta com nove aerogeradores, resultando em uma capacidade total de 27,7 MW.

Eigi considera que o parque eólico gaúcho consolida-se como uma iniciativa bem-sucedida na incorporação de energia limpa e renovável ao processo produtivo dos automóveis da marca. Além de uma fábrica de veículos, com capacidade produtiva de 120 mil unidades ao ano, a Honda Energy supre a demanda de energia elétrica dos escritórios da marca nas cidades de Sumaré e São Paulo e do centro logístico da LSL Transportes, empresa coligada, localizada em Paulínia, responsável pelas operações de movimentação de materiais e abastecimento das linhas de montagem.

A energia gerada em Xangri-Lá não vai diretamente para essas unidades, mas é disponibilizada no sistema interligado nacional. Trata-se de uma espécie de compensação da energia usada. Conforme o executivo, a empresa está sempre em busca de aprimorar todos os processos visando à redução de emissão de CO2 na atmosfera. “Pensamos em expansão da operação, mas, por questões estratégicas, não comentamos mais detalhes”, afirma.

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